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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

ROTEIRO PASSIO DOMINI - MEDITAÇÃO DO GETSEMANI POR PAPA JOAO PAULO II - PARTE 2

JMJT



PRIMEIRA PARTE: Orações iniciais



Sanctus, Sanctus, Sanctus
Dominus DEUS Sabaoth.
Pleni sunt cæli et terra gloria tua.
Hosanna in excelsis.
Benedictus, qui venit in nomine DOMINI.
Hosanna in excelsis.


Em Nome do PAI, FILHO e Espirito Santo. Amém

SENHOR, tende piedade de nós.
CRISTO, tende piedade de nós
SENHOR, tende piedade de nós

1. Oferecimento de si em benefício dos Sacerdotes

Meus DEUS e PAI, em resposta à palavra de Vosso FILHO no Monte das Oliveiras: “Vigiai e orai Comigo”, pedimos a Vós: aceitai-nos como auxiliares especiais de Vossos sacerdotes, em nome dos quais, oferecemos a Vós cada quinta-feira como um sacrifício de amor.

Com desejo fervoroso, eu me ofereço-Vos, ó PAI, com completa confiança, juntamente com esta celebração da Passio Domini como um sacrifício de amor em favor de todos os sacerdotes. Tomai este sacrifício e transformai-o no “vinho” para o Cálice do Fortalecimento. Então, PAI, enviai Vosso Santo Anjo com esse Cálice para fortalecer os sacerdotes, especialmente os de minha paróquia. Amém.

2. Oração preparatória para Meditação da Paixão:

Espírito Divino iluminai a minha inteligência, inflamai o meu coração, enquanto medito na Paixão de Jesus.

Ajudai-me a penetrar nesse mistério de amor e sofrimento do meu Deus, que, feito homem sofre, agoniza, morre por mim.

Ó Eterno, ó Imortal, descei até nós para sofrer um martírio inaudito, a morte infame sobre a cruz no meio dos insultos, de impropérios e ignomínias, a fim de salvar a criatura que o ultrajou e continua a atolar-se na lama do pecado.
O homem saboreia o pecado e, por causa do pecado, Deus está mortalmente triste; os tormentos duma agonia cruel fazem-no suar sangue!.
Não, não posso penetrar neste oceano de amor e de dor sem a ajuda da vossa graça, ó meu Deus.
Abri-me o acesso à mais íntima profundidade do coração de Jesus, para que eu possa participar da amargura que o conduziu ao Jardim das Oliveiras, até às portas da morte — para que me seja dado consolá-lo no seu extremo abandono.
Ah! Pudesse eu unir-me a Cristo, abandonado pelo Pai e por Si próprio, a fim de expirar com Ele!

Maria, Mãe das Dores, permiti que eu siga Jesus e participe intimamente da sua Paixão e do seu sofrimento!
Meu Anjo da guarda velai para que as minhas faculdades se concentrem todas na agonia de Jesus e nunca mais se desprendam. Amém.

Ó meu Senhor Jesus Cristo, prostrado na tua presença divina, suplico ao Teu amorosíssimo Coração que me admita à dolorosa meditação da Tua Paixão, durante as quais, por nosso amor, tanto sofreste no Teu corpo adorável e na Tua alma santíssima, até à morte de cruz. Ajudai-me e dai-me a graça, o amor, a profunda compaixão e a compreensão dos Teus sofrimentos, enquanto agora medito na tua prisão.

Ó misericordioso Senhor, ofereço-Te a vontade e o desejo que tenho de meditar a Tua Dolorosa Paixão e aceita a minha amorosa intenção e faz com que seja de proveito para mim e para todos.

Dou-Te graças, ó meu Jesus, que por meio da oração me chamas à união conTigo e, para Te agradar ainda mais, tomo os Teus pensamentos, a Tua língua, o Teu Coração e com Eles pretendo rezar, fundindo-me inteiramente na Tua Vontade e no Teu Amor. Por fim estendo os meus braços para Te abraçar e apoio a minha cabeça no Teu Coração. Desta maneira pretendo meditar. Amém.

 
10 minutos de silêncio para oração pessoal...


SEGUNDA PARTE: Meditação


Continuação da meditação da Agonia do SENHOR por Papa Joao Paulo II:


1) A oração do Getsemani é, no fundo, um encontro entre a vontade humana de Jesus Cristo e a vontade eterna de Deus, que nesse momento se manifesta como vontade do Pai em relação a seu Filho. O Filho fez-se homem justamente para que este encontro fosse cheio da verdade sobre a humana vontade e sobre o coração humano, que querem evitar o mal, o sofrimento, o julgamento, a flagelação, a coroa de espinhos, a cruz e a morte. Ele se fizera homem a fim de que, sobre a base dessa verdade, se revelasse toda a grandeza do Amor, que se exprime através do “dom de si mesmo” no sacrifício: “Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho único” (Jo 3,16). Nesta hora, o Amor eterno deve ser comprovado pelo sacrifício do coração humano. E fica realmente comprovado! O Filho não renuncia à possibilidade de dar o próprio coração para que se torne um altar, um lugar de aniquilamento completo, antes mesmo que a Cruz faça dele isto.

A vontade humana, a vontade do Homem, encontra-se com a vontade de Deus. A vontade humana fala por meio do coração e exprime a verdade humana: “Se é possível, que passe de mim...”. E, ao mesmo tempo, a vontade do homem se doa à vontade de Deus, como se ultrapassasse a verdade humana, e como se superasse o pedido do coração: é como se tomasse sobre si mesma não só o juízo eterno do Pai e do Filho na unidade do Espírito Santo, mas também o poder, que jorra de Deus, da vontade de Deus, do Deus que é amor (1Jo 4,8).

Em última análise, a oração é um encontro da vontade humana com a vontade de Deus, é um fruto particular da obediência do Filho ao Pai: “Seja feita a tua vontade”. E a obediência não significa apenas a renúncia à própria vontade, mas uma abertura de visão e de escuta espirituais para o Amor, que é o próprio Deus, Deus que amou tanto o mundo a ponto de sacrificar por causa dele o Filho unigênito (cf. Jo 3,16).

“Eis o Homem”. Jesus Cristo, Filho de Deus, depois da oração no Getsemani, levanta-se mais forte para enfrentar aquela obediência através da qual reencontrou o Amor como dom do Pai ao mundo e a todos os homens. Levanta-se e volta aos seus discípulos dizendo: “Vamos! Eis que o meu traidor está chegando” (Mc 14,42).
Minuto de silêncio...  Ave Maria...

2) É já a terceira vez que ele volta a procurar os seus, interrompendo a sua oração. E, como das outras vezes, também desta encontra-os dormindo. Ele já os havia admoestado: “Como assim? Não fostes capazes de vigiar comigo por uma hora! Vigiai e orai, para que não entreis em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26, 40-41). No entanto, tais palavras não conseguiram mantê-los acordados. Os três não sabiam corresponder ao convite de adesão à oração que Jesus lhes havia dirigido à entrada do Getsemani. As palavras que ele pronunciou por uma segunda e, depois, por uma terceira vez transformaram-se em uma repreensão, repreensão que se dirige a cada um dos discípulos de Cristo. De certo modo, toda a Igreja continua a ouvir as mesmas palavras: a reprovação feita por Cristo a Pedro, Tiago e João. Ela a aceita como se fosse dirigida a si própria, e procura compensar o tempo perdido enquanto Jesus permaneceu sozinho no Getsemani.
 Os Apóstolos não souberam corresponder ao convite de participação na oração do Redentor e deixaram-no absolutamente sozinho. Deste modo, manifestou-se o sentido do mistério da Redenção, em que o Filho devia permanecer a sós com o Pai. Esta solidão cria uma dimensão bem específica do mistério divino, que é, ao mesmo tempo, a obra humana do Filho do Homem. E a Igreja procura sempre a hora do Getsemani —a hora perdida por Pedro, Tiago e João — para reparar esta falta, para compensar esta solidão do Mestre, que aumentou o sofrimento de sua alma. É impossível reproduzir esta hora na sua identidade histórica: ela pertence ao passado e permanece para sempre na eternidade do próprio Deus. Mas o desejo de reencontrá-la tornou-se uma necessidade para muitos corações, especialmente para aqueles que vivem profundamente o mistério do Coração divino. O Senhor Jesus permite que nos encontremos com ele nessa hora que, no plano humano, já está passada de maneira irrevogável; como então, porém, ele nos convida para participar da oração do seu coração: “O designios do Senhor permanece para sempre, os projetos de seu coração, de geração em geração, para da morte libertar as suas vidas e no tempo da fome fazê-los viver.” ( Missa do S. Coração de Jesus). E quando, “de geração em geração”, entramos nos desígnios do seu Coração, deste jorra -- acima de toda fragilidade humana -- a unidade mística do Corpo de Cristo.
Minuto de silêncio...  Ave Maria...

3) Oh, como se torna então cheio de significado aquele “Vigiai!” de Jesus: “Vigiai, para não cairdes em tentação!...”. Cristo transfere para nós essa hora da grande provação, que nunca deixou de ser ao mesmo tempo provação para os seus discípulos e para a sua Igreja. “Eu sou a videira...”, diz o Senhor, e estas palavras estão bem de acordo com a situação do Getsemani. “Eu sou a videira e vós os ramos... Como o ramo não pode dar fruto, por si mesmo, se não permanece na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim...” (Jo 15, 5.4). “Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor. Todo ramo em mim que não produz fruto ele o corta, e todo o que produz fruto ele o poda, para que produza mais fruto ainda” (Jo 15,1-2).

A oração do Getsemani perdura ainda. Diante de qualquer provação do homem e de qualquer provação da Igreja, é sempre bom voltar ao Getsemani para pôr em prática a participação na oração de Cristo Senhor. Esta oração - segundo o critério e o raciocínio humanos - não foi atendida. No entanto, ao mesmo tempo, em virtude do princípio: “Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem o vosso proceder é como o meu” (Is 55,8), ela assinalou o início da grande conquista, o início da obra redentora por que tanto suspiram tanto o homem quanto o mundo, já que na Redenção se manifestou e se manifesta continuamente como e quanto Deus amou o homem e o mundo (cf. Jo 3,16). E, sob este prisma, a oração do Getsemani foi atendida de uma vez por todas.

Minuto de silêncio...  Ave Maria...

TERCEIRA PARTE: Oferecimento das gotas do Preciosissimo Sangue

5) Oferecimento das gotas do Preciosissimo Sangue do SENHOR



 Neste momento cada pessoa pode oferecer em silêncio ou em voz alta a gotas do Precisissimo sangue por diversas intenções, especialmente pela Igreja e pelos sacerdotes. Pode-se rezar com as próprias palavras ou usar a oração abaixo para apresentar suas intenções:

Senhor e Salvador JESUS CRISTO, nesta hora de vossa dolorosa agonia no Horto das Oliveiras, suplicamos uma gota do Vosso Precisíssimo Sangue por .... (intenção particular)

Oração Final

Meu Jesus, Tu chamaste-me nesta Hora da Tua Paixão a fazer-Te companhia e eu vim. Parecia-me que Te ouvia, angustiado e sofredor, a pedir, a reparar e a sofrer, e com as vozes mais comovedoras e eloquentes pedir a salvação das almas.
 
Procurei seguir-Te em tudo e agora, tendo de Te deixar para me dedicar às minhas ocupações habituais, sinto o dever de Te dizer “obrigado”, e “bendigo-Te”.
 
Sim, ó Jesus, repito-Te “obrigado” milhares de vezes e “bendigo-Te” por tudo o que fizeste e sofreste por mim e por todos. “Obrigado” e “bendigo-Te” por cada gota de Sangue que derramaste, por cada respiro, palpitação, passo, palavra, olhar, amargura e ofensa que suportaste. Por tudo, ó meu Jesus, Te digo um “obrigado”  e um “bendigo-Te”.
 
Ó Jesus, faz com que de todo o meu ser brote uma corrente contínua de gratidão e de bênçãos, de forma a atrair sobre mim e sobre todos a corrente das Tuas bênçãos e graças. Ó Jesus, aperta-me ao Teu Coração e com as Tuas mãos santíssimas marca cada partícula do meu ser com o Teu “bendigo-Te”, para que de mim brote um hino contínuo de louvor a Ti.

Sanctus, Sanctus, Sanctus
Dominus DEUS Sabaoth.

Pleni sunt cæli et terra gloria tua.
Hosanna in excelsis.

Benedictus, qui venit in nomine DOMINI.
Hosanna in excelsis.

Com o Vosso FILHO, ó Mãe Pia,
A abençoai-nos, ó Virgem Maria!
 


sábado, 18 de outubro de 2014

Passio Domini - Meditação do Getsemani por Sao Joao Paulo II - parte 1



JMJT



PRIMEIRA PARTE: Orações iniciais

Sanctus, Sanctus, Sanctus
Dominus DEUS Sabaoth.
Pleni sunt cæli et terra gloria tua.
Hosanna in excelsis.
Benedictus, qui venit in nomine DOMINI.
Hosanna in excelsis.


Em Nome do PAI, FILHO e Espirito Santo. Amém

SENHOR, tende piedade de nós.
CRISTO, tende piedade de nós
SENHOR, tende piedade de nós

1. Oferecimento de si em benefício dos Sacerdotes

Meus DEUS e PAI, em resposta à palavra de Vosso FILHO no Monte das Oliveiras: “Vigiai e orai Comigo”, pedimos a Vós: aceitai-nos como auxiliares especiais de Vossos sacerdotes, em nome dos quais, oferecemos a Vós cada quinta-feira como um sacrifício de amor.

Com desejo fervoroso, eu me ofereço-Vos, ó PAI, com completa confiança, juntamente com esta celebração da Passio Domini como um sacrifício de amor em favor de todos os sacerdotes. Tomai este sacrifício e transformai-o no “vinho” para o Cálice do Fortalecimento. Então, PAI, enviai Vosso Santo Anjo com esse Cálice para fortalecer os sacerdotes, especialmente os de minha paróquia. Amém.

2. Oração preparatória para Meditação da Paixão:

Espírito Divino iluminai a minha inteligência, inflamai o meu coração, enquanto medito na Paixão de Jesus.

Ajudai-me a penetrar nesse mistério de amor e sofrimento do meu Deus, que, feito homem sofre, agoniza, morre por mim.

Ó Eterno, ó Imortal, descei até nós para sofrer um martírio inaudito, a morte infame sobre a cruz no meio dos insultos, de impropérios e ignomínias, a fim de salvar a criatura que o ultrajou e continua a atolar-se na lama do pecado.
O homem saboreia o pecado e, por causa do pecado, Deus está mortalmente triste; os tormentos duma agonia cruel fazem-no suar sangue!.
Não, não posso penetrar neste oceano de amor e de dor sem a ajuda da vossa graça, ó meu Deus.
Abri-me o acesso à mais íntima profundidade do coração de Jesus, para que eu possa participar da amargura que o conduziu ao Jardim das Oliveiras, até às portas da morte — para que me seja dado consolá-lo no seu extremo abandono.
Ah! Pudesse eu unir-me a Cristo, abandonado pelo Pai e por Si próprio, a fim de expirar com Ele!

Maria, Mãe das Dores, permiti que eu siga Jesus e participe intimamente da sua Paixão e do seu sofrimento!
Meu Anjo da guarda velai para que as minhas faculdades se concentrem todas na agonia de Jesus e nunca mais se desprendam. Amém.

Ó meu Senhor Jesus Cristo, prostrado na tua presença divina, suplico ao Teu amorosíssimo Coração que me admita à dolorosa meditação da Tua Paixão, durante as quais, por nosso amor, tanto sofreste no Teu corpo adorável e na Tua alma santíssima, até à morte de cruz. Ajudai-me e dai-me a graça, o amor, a profunda compaixão e a compreensão dos Teus sofrimentos, enquanto agora medito na tua prisão.

Ó misericordioso Senhor, ofereço-Te a vontade e o desejo que tenho de meditar a Tua Dolorosa Paixão e aceita a minha amorosa intenção e faz com que seja de proveito para mim e para todos.

Dou-Te graças, ó meu Jesus, que por meio da oração me chamas à união conTigo e, para Te agradar ainda mais, tomo os Teus pensamentos, a Tua língua, o Teu Coração e com Eles pretendo rezar, fundindo-me inteiramente na Tua Vontade e no Teu Amor. Por fim estendo os meus braços para Te abraçar e apoio a minha cabeça no Teu Coração. Desta maneira pretendo meditar. Amém.

10 minutos de silêncio para oração pessoal...


SEGUNDA PARTE: Meditação


Meditação da Agonia do SENHOR por Papa Joao Paulo II:


1) JESUS com que freqüência ele rezava sozinho, se afastava dos seus discípulos e se entretinha em colóquio com o Pai. Na maioria das vezes, fazia-o enquanto os outros repousavam: “E passou a noite inteira em oração a Deus” (Lc 6,12), como lemos no Evangelho. Só houve um caso em que Jesus pediu claramente aos Apóstolos que participassem da sua oração, e foi exatamente no Getsemani, para onde o Mestre havia ido junto com eles na noite da quinta-feira santa. Todos eles ainda conservavam diante dos olhos e no coração o que Jesus havia feito e dito na última ceia. E eis que, deixando os outros Apóstolos à entrada do Getsemani, ele tomou consigo três: Pedro, Tiago e João, os mesmos que tinha levado ao Tabor, e disse-lhes: “Ficai aqui e vigiai comigo”. E, afastando-se um pouco deles, prostrou-se por terra e orou (cf. Mt 26,38-39). No caso, tratou-se de um evidente convite para participar da sua oração.

Por que justamente naquele momento? Por que justamente daquela vez? Talvez porque já os havia introduzido em uma particular participação no seu mistério: tinha-lhes dado como alimento o pão dizendo: “Isto é o meu corpo que é dado por vós” (Lc 22,19), e como bebida o vinho dizendo: “Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado em favor de vós” (Lc 22,20), e, finalmente, recomendando: “Fazei isto em minha memória” (Lc 22,19). Deste modo, havia-os introduzido nas profundezas do seu mistério.

Jesus começa a sua oração. Afastando-se dos três, começa — como já o havia feito tantas vezes — o seu colóquio com o Pai. Desta vez, porém, o colóquio é decisivo: ele tem início nas profundezas da alma de Jesus e revela toda a verdade da sua humanidade, manifestando também a intensidade de sua angústia naquele momento concreto da vida do Filho do Homem; ao mesmo tempo, entretanto, ele se apresenta igualmente como uma síntese de todas as preocupações daquele que dizia a respeito de si mesmo: “Eu sou o bom pastor: o bom pastor dá sua vida por suas ovelhas” (Jo 10,11). Jesus entrega-se a esta oração com a incomensurável e universal ansiedade que experimenta diante de cada indivíduo e de todos os homens: “Conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem” (Jo 10,14). Esta oração reflete o grande conhecimento de Jesus a respeito do homem e da humanidade inteira, mergulhada na dramática cisão ocorrida depois do pecado original, dando lugar a um progressivo afastamento da Vontade do Pai, afastamento que, por sua vez, acarretará efeitos mais espantosos do que os da desobediência original.

Esta é a oração que revela o grande conhecimento sobre o homem, porque pronunciada por aquele de quem disse a Escritura: “Não necessitava de que o informassem sobre homem algum, porque conhecia o que havia no homem” (Jo 2,25).

Minuto de silêncio...  Ave Maria...

2) “Meu Pai se é possível, que passe de mim este cálice”. Com que palavras pronunciou tal oração? Conhecemo-las muito bem: são palavras lapidares, mas, ao mesmo tempo, transbordantes do peso daquela hora, isto é, da hora em que o servo de Javé deve cumprir a profecia de Isaías, dizendo o seu “sim”. “Jesus Cristo... não foi sim e não, mas unicamente sim” (2Cor 1, 19).

As palavras de Cristo no Getsemani são simples, até mesmo aquelas mediante as quais se exprimem as verdades mais profundas e as decisões mais importantes. Jesus disse: “Meu Pai, se é possível, que passe de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt 26,39). Observemos que esse cálice, de agora em diante, não vai mais poder ser afastado dele, porque no cenáculo já havia sido transmitido à Igreja, já se havia tornado o “cálice da nova e eterna Aliança” e o cálice do sangue “que será derramado” (Mc 14,24 e paralelos). Apesar de tudo isto, Jesus diz: “Se é possível, que passe de mim...”.

Que significa: “Se é possível”? Não é esta a oração do Filho de Deus que, com toda a verdade da sua humanidade “sonda todas as coisas, até mesmo as profundidades de Deus” (1Cor 2,10) no Espírito Santo? Ele, participando da maneira mais completa do mistério da liberdade de Deus, sabe que não deve ser necessariamente assim; e, ao mesmo tempo, participando do Amor divino, sabe que não pode ser de maneira diferente. No fundo, ele viera ao Getsemani para receber o Julgamento, emitido desde muito, ou melhor, desde a eternidade (cf. Cl 2,14). Assim mesmo, veio: ajoelha-se e reza, como se o Julgamento, emitido desde toda a eternidade, tivesse de ser pronunciado ali e naquele momento. “Se é possível, que passe de mim este cálice...”.

A oração é sempre uma redução maravilhosa da eternidade à dimensão de um momento concreto, uma redução da Sabedoria eterna à dimensão do conhecimento humano, ao modo concreto de compreender e de sentir, uma redução do amor eterno à dimensão do coração humano concreto, que às vezes não é capaz de lhe acolher a riqueza e que parece despedaçar-se.

Durante a oração no Getsemani, o suor que apareceu sob a forma de gotas de sangue sobre a fronte de Jesus é sinal de um tormento agudíssimo por que passa o seu coração humano. “É ele que, nos dias de sua vida terrestre, apresentou pedidos e súplicas, com veemente clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte...” (Hb 5,7).

Minuto de silêncio...  Ave Maria...

TERCEIRA PARTE: Oferecimento das gotas do Preciosissimo Sangue

5) Oferecimento das gotas do Preciosissimo Sangue do SENHOR. (neste momento cada pessoa pode oferecer em silencio ou em voz alta a gotas do Precisissimo sangue por uma intenção)

6) Encerramento: Santo, Santo , Santo ....

7) Senhor e Salvador , JESUS CRISTO

Senhor e Salvador JESUS CRISTO!
Só o Vosso amor pode salvar o mundo,
O Vosso amor pode vencer tudo!
Fazei-nos, pois portadores do Vosso amor!
Queremos adorar-Vos e amar-Vos
Com toda a força de nosso coração.
Permiti que conVosco, com MARIA Santissima,
Com todos os Anjos e Santos,
Formemos um anel luminoso de salvação
Ao redor do mundo e da Igreja,
Principalmente ao redor do Santo Padre,
Dos nossos Bispos e Sacerdotes
E de todos os que queremos abrigar no Vosso Coração,
É DEUS Santo, Forte, Imortal! Amém.